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Ato contra privatização de Furnas une região em protesto

A assessoria do deputado afirma que 700 pessoas participaram, entre elas mais de 40 prefeitos, seis deputados estaduais e um deputado federal, representantes de associações de municípios, servidores da empresa e populares.

Ele afirmou em seu discurso que “Não podemos, em hipótese alguma, recuar neste momento, e vamos cobrar um posicionamento firme da bancada mineira na Câmara Federal. O povo mineiro tem o direito de saber de que lado nossos deputados federais estão. Se estão contra ou a favor de Minas.”

Vários participantes se manifestaram. Além dda questão relacionada a funcionários, que temem perder o emprego, quem é da região teme prejuízos ao turismo e outras atividades relacionadas ao lago de Furnas.

 

 

Furnas

Furnas é uma das subsidiárias que podem ser privatizadas dentro do sistema Eletrobras. O interesse do governo federal deve-se ao potencial hidrelétrico da estatal.

As 14 usinas que podem ser privatizadas têm capacidade instalada de 13,9 megawatts de energia, o suficiente para abastecer entre 20 milhões e 25 milhões de residências.

O lago tem área de 1.402 quilômetros quadrados e um volume de 22,95 bilhões de metros cúbicos de água. O perímetro é de 3.500 quilômetros. Além de gerar energia e ser considerado a caixa d´água do sistema, o lago de Furnas tem múltiplo uso, que vai desde o turismo até a prática esportiva.

 

Golpe

Os contrários à privatização sofreram um duro golpe esta semana com a escolha de Moreira Franco – que foi ministro da Secretaria Geral da Presidência da República - como Ministro das Minas e Energia. Ele é francamente favorável à privatização da Eletrobras.

Sua posição em relação a desestatização da empresa, aliás, foi decisiva para a escolha de seu nome. Os outros dois postulantes, os senadores Edison Lobão e Eduardo Braga são contrários e tiveram os nomes vetados pelo Palácio do Planalto.

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira, que deverá continuar no cargo, também se mostra favorável à venda, que ele chama de “democratização do capital” da estatal.

 

Fonte  Majô de Souza - Repórter Jornal dos Lagos Alfenas

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